Meu povo,

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Assim, seguem as teorias para ajudar nos seus estudos de hoje:

 

FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO

Frase

Frase é todo enunciado de sentido completo, podendo ser formada por uma só palavra ou por várias, podendo ter verbos ou não. A frase exprime, através da fala ou da escrita:

ideias emoções ordens apelos

  A frase se define pelo seu propósito comunicativo, ou seja, pela sua capacidade de, num intercâmbio linguístico, transmitir um conteúdo satisfatório para a situação em que é utilizada.

Exemplos:

O Brasil possui um grande potencial turístico.
Espantoso!
Não vá embora.
Silêncio!
O telefone está tocando.

Observação: a frase que não possui verbo denomina-se Frase Nominal.

Na língua falada, a frase é caracterizada pela entoação, que indica nitidamente seu início e seu fim. A entoação pode vir acompanhada por gestos,  expressões do rosto, do olhar, além de ser complementada pela situação em que o falante se encontra. Esses fatos contribuem para que frequentemente surjam frases muito simples, formadas por apenas uma  palavra. Observe:

Rua!
Ai!

Essas palavras, dotadas de entoação própria, e acompanhadas de gestos peculiares, são suficientes para satisfazer suas necessidades expressivas.

Na língua escrita, a entoação é representada pelos sinais de pontuação, os quais procuram sugerir a melodia frasal. Desaparecendo a situação viva, o contexto é fornecido pelo próprio texto, o que acaba tornando necessário que as frases escritas sejam linguisticamente mais completas. Essa maior complexidade linguística leva a frase a obedecer as regras gerais da língua. Portanto, a organização e a ordenação dos elementos formadores da frase devem seguir os padrões da língua. Por isso é que:

As meninas estavam alegres.

constitui uma frase, enquanto:

Alegres meninas estavam as.

não é considerada uma frase da língua portuguesa.

Tipos de Frases

Muitas vezes, as frases assumem sentidos que só podem ser integralmente captados se atentarmos para o contexto em que são empregadas. É o caso, por exemplo, das situações em que se explora a ironia. Pense, por exemplo, na frase “Que educação!”, usada quando se vê alguém invadindo, com seu carro, a faixa de pedestres. Nesse caso, ela expressa exatamente o contrário do que aparentemente diz.

A entoação é um elemento muito importante da frase falada, pois nos dá uma ampla possibilidade de expressão. Dependendo de como é dita, uma frase simples como “É ela.” pode indicar constatação, dúvida, surpresa, indignação, decepção, etc. Na língua escrita, os sinais de pontuação podem agir como definidores do sentido das frases. Veja:

baloezinhos

Existem alguns tipos de frases cuja entoação é mais ou menos previsível, de acordo com o sentido que transmitem. São elas:

a) Frases Interrogativas: ocorrem quando uma pergunta é feita pelo emissor da mensagem. São empregadas quando se deseja obter alguma informação. A interrogação pode ser direta ou indireta.

Você aceita um copo de suco?  (Interrogação direta)
Desejo saber se você aceita um copo de suco. (Interrogação indireta)

b) Frases Imperativas:  ocorrem quando o emissor da mensagem dá uma ordem, um conselho ou  faz um pedido, utilizando o verbo no modo imperativo. Podem ser afirmativas ou negativas.

Faça-o entrar no carro! (Afirmativa)
Não faça isso. (Negativa)
Dê-me uma ajudinha com isso! (Afirmativa)

c) Frases Exclamativas:  nesse tipo de frase o emissor exterioriza um estado afetivo. Apresentam entoação ligeiramente  prolongada.

Por Exemplo:

    Que prova difícil!
    É uma delícia esse bolo!

    d) Frases Declarativas:  ocorrem quando o emissor constata um fato. Esse tipo de frase informa ou declara alguma coisa. Podem ser afirmativas ou negativas.

    Obrigaram o rapaz a sair. (Afirmativa)
    Ela não está em casa. (Negativa)

    e) Frases Optativas:  são usadas para exprimir um desejo.

    Por Exemplo:

    Deus te acompanhe!
    Bons ventos o levem!

    De acordo com a construção, as frases classificam-se em:

    Frase Nominal: é a frase construída sem verbos.

    Exemplos:

    Fogo!
    Cuidado!
    Belo serviço o seu!
    Trabalho digno desse feirante.

    Frase Verbal: é a frase construída com verbo.

    Por Exemplo:

    O sol ilumina a cidade e aquece os dias.
    Os casais saíram para jantar.
    A bola rolou escada abaixo.

    Estrutura da Frase

    As frases que possuem verbo são geralmente estruturadas a partir de dois elementos essenciais: sujeito epredicado. Isso não significa, no entanto, que tais frases devam ser formadas, no mínimo, por dois vocábulos. Na frase “Saímos”, por exemplo, há um sujeito implícito na terminação do verbo: nós.

    O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em número e pessoa. É normalmente o “ser de quem se declara algo”, “o tema do que se vai comunicar”.

    O predicado é a parte da frase que contém “a informação nova para o ouvinte”. Normalmente, ele se refere ao sujeito, constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito. É sempre muito importante analisar qual é o núcleo significativo da declaração: se o núcleo da declaração estiver no verbo, teremos um predicado verbal(ocorre nas frases verbais); se o núcleo da declaração estiver em algum nome, teremos um predicado nominal(ocorre nas frases nominais que possuem verbo de ligação).

    Observe:

    O amor é eterno.

    O tema, o ser de quem se declara algo, o sujeito, é “O amor“. A declaração referente a “o amor”, ou seja, o predicado, é “é eterno”. É um predicado nominal, pois seu núcleo significativo é o nome “eterno”. Já na frase:

    Os rapazes jogam futebol.

    O sujeito é “Os rapazes”, que identificamos por ser o termo que concorda em número e pessoa com o verbo“jogam. O predicado é “jogam futebol”, cujo núcleo significativo é o verbo “jogam”. Temos, assim, um predicado verbal.

    Oração

    Uma frase verbal  pode ser também uma oração. Para isso é necessário:

    - que o enunciado tenha sentido completo;

    - que o enunciado tenha verbo (ou locução verbal).

    Por Exemplo:

    Camila terminou a leitura do livro.

      Obs.:  Na oração as palavras estão relacionadas entre si, como partes de um conjunto harmônico: elas são os termos ou as unidades sintáticas da oração. Assim, cada termo da oração desempenha uma função sintática.

    Atenção:

    Nem toda frase é oração.

    Por Exemplo:

    Que dia lindo!

    Esse enunciado é frase, pois tem sentido.

    Esse enunciado não é oração, pois não possui verbo.

    Assim, não possuem estrutura sintática, portanto não são orações, frases como:

    Socorro!  –  Com Licença!  –  Que rapaz ignorante!

    A frase pode conter uma ou mais orações. Veja:

    Brinquei no parque. (uma oração)
    Entrei na casa e sentei-me. (duas orações)
    Cheguei, vi, venci. (três orações)

    Período

    Período é a frase constituída de uma ou mais orações, formando um todo, com sentido completo. O período pode ser simples ou composto.

    Período Simples: é aquele constituído por apenas uma oração, que recebe o nome de oração absoluta.

    Exemplos:

    O amor é eterno.
    As plantas necessitam de cuidados especiais.
    Quero aquelas rosas.
    O tempo é o melhor remédio.

    Período Composto: é aquele constituído por duas ou mais orações.

    Exemplos:

    Quando você partiu minha vida ficou sem alegrias.
    Quero aquelas flores para presentear minha mãe.
    Vou gritar para todos ouvirem que estou sabendo o que acontece ao anoitecer.
    Chegueijantei e fui dormir.

     

     

    Saiba que:

    Como toda oração está centrada num verbo ou numa locução verbal, a maneira prática de saber quantas orações existem num período é contar os verbos ou locuções verbais.

     

     

    PERÍODO COMPOSTO

    Coordenação e Subordinação

    Quando um período é simples, a oração de que é constituído recebe o nome de oração absoluta.

    Por Exemplo:

    A menina comprou chocolate.

    Quando um período é composto, ele pode apresentar os seguintes esquemas de formação:

    a) Composto por Coordenação: ocorre quando é constituído apenas de orações independentes, coordenadas entre si, mas sem nenhuma dependência sintática.

    Por Exemplo:

    Saímos de manhã    e voltamos à noite.

    b) Composto por Subordinação: ocorre quando é constituído de um conjunto de pelo menos duas orações, em que uma delas (Subordinada) depende sintaticamente da outra (Principal).

    Por Exemplo:

    Não fui à aula porque estava doente.
    Oração Principal Oração Subordinada

    c) Misto: quando é constituído de orações coordenadas e subordinadas.

    Por Exemplo:

    Fui à escola e busquei minha irmã que estava esperando.
    Oração Coordenada Oração Coordenada Oração Subordinada

    Obs.:  qualquer oração (coordenada ou subordinada) será ao mesmo tempo principal, se houver outra que dela dependa.

    Por Exemplo:

    Fui ao mercado e comprei os produtos que estavam faltando.
    Oração Coordenada (1) Oração Coordenada (2) (Com relação à 1ª.) e Oração Principal (Com relação à 3ª.) Oração Subordinada (3)

     

    PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO

    Já sabemos que num período composto por coordenação as orações são independentes e sintaticamente equivalentes.

    Observe:

    As luzes apagam-se, abrem-se as cortinas e começa o espetáculo.

    O período é composto de três orações:

    As luzes apagam-se;
    abrem-se as cortinas;
    e começa o espetáculo.

       As orações, no entanto, não mantêm entre si dependência gramatical, são independentes. Existe entre elas, evidentemente, uma relação de sentido, mas do ponto de vista sintático, uma não depende da outra. A essas orações independentes, dá-se o nome de  orações coordenadas, que podem ser assindéticas ou sindéticas. 

       A conexão entre as duas primeiras é feita exclusivamente por uma pausa, representada na escrita por uma vírgula. Entre a segunda e a terceira, é feita pelo uso da conjunção “e”. As orações coordenadas que se ligam umas às outras apenas por uma pausa, sem conjunção, são chamadas assindéticas. É o caso de “As luzes apagam-se” e “abrem-se as cortinas”. As orações coordenadas introduzidas por uma conjunção são chamadas sindéticas. No exemplo acima, a oração “e começa o espetáculo” é coordenada sindética, pois é introduzida pela conjunção coordenativa “e“.

    Obs.: a classificação de uma oração coordenada leva em conta fundamentalmente o aspecto lógico-semântico da relação que se estabelece entre as orações.

    Classificação das Orações Coordenadas Sindéticas

       De acordo com o tipo de conjunção que as introduz, as orações coordenadas sindéticas podem ser: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas ou explicativas.

    a) Aditivas

       Expressam ideia de adição, acrescentamento. Normalmente indicam fatos, acontecimentos ou pensamentos dispostos em sequência.  As conjunções coordenativas aditivas típicas são “e” e “nem” (= e + não). Introduzem as orações coordenadas sindéticas aditivas.

    Por Exemplo:

    Discutimos várias propostas e analisamos possíveis soluções.

    As orações sindéticas aditivas podem também estar ligadas pelas locuções não só… mas (também), tanto…como, e semelhantes. Essas estruturas costumam ser usadas quando se pretende enfatizar o conteúdo da segunda oração. Veja:

    Chico Buarque não só canta, mas também (ou como também) compõe muito bem.
    Não só provocaram graves problemas, mas (também) abandonaram os projetos de reestruturação social do país.

    Obs.: como a conjunção “nem” tem o valor da expressão “e não”, condena-se na língua culta a forma “enem para introduzir orações aditivas.

    Por Exemplo:

    Não discutimos várias propostas, nem (= e não) analisamos quaisquer soluções.

    b) Adversativas

        Exprimem fatos ou conceitos que se opõem ao que se declara na oração coordenada anterior, estabelecendocontraste ou compensação. “Mas” é a conjunção adversativa típica. Além dela, empregam-se:  porém, contudo, todavia, entretanto e as locuções no entanto, não obstante, nada obstante. Introduzem as orações coordenadas sindéticas adversativas.

    Veja os exemplos:

    “O amor é difícil, mas pode luzir em qualquer ponto da cidade.” (Ferreira Gullar)
    O país é extremamente rico; o povo, porém, vive em profunda miséria.
    Tens razão, contudo controle-se.
    Renata gostava de cantar, todavia não agradava.
    O time jogou muito bem, entretanto não conseguiu a vitória.

    Saiba que:

    - Algumas vezes, a adversidade pode ser introduzida pela conjunção “e”. Isso ocorre normalmente em orações coordenadas que possuem sujeitos diferentes.

    Por Exemplo:

    Deus cura, e o médico manda a conta.

    Nesse ditado popular, é clara a intenção de se criar um contraste. Observe que equivale a uma frase do tipo: “Quem cura é Deus, mas é o médico quem cobra a conta!”

    - A conjunção “mas” pode aparecer com valor aditivo.

    Por Exemplo:

    Camila era uma menina estudiosa, mas principalmente esperta.

     

     

    c) Alternativas

      Expressam ideia de alternância de fatos ou escolha. Normalmente é usada a conjunção “ou”. Além dela, empregam-se também os pares: ora… ora, já… já, quer… quer, seja… seja, etc. Introduzem as orações coordenadas sindéticas alternativas.

    Exemplos:

    Diga agora ou cale-se para sempre.
    Ora age com calma, ora trata a todos com muita aspereza.
    Estarei lá, quer você permita, quer você não permita.

    Obs.: nesse último caso, o par “quer…quer” está coordenando entre si duas orações que, na verdade, expressam concessão em relação a “Estarei lá”. É como disséssemos: “Embora você não permita, estarei lá”.

    d) Conclusivas

    Exprimem conclusão ou consequência referentes à  oração anterior. As conjunções típicas são: logo, portantoe pois (posposto ao verbo). Usa-se ainda: então, assim, por isso, por conseguinte, de modo que, em vista disso, etc. Introduzem as orações coordenadas sindéticas conclusivas.

    Exemplos:

    Não tenho dinheiro, portanto não posso pagar.
    A situação econômica é delicada; devemos, pois, agir cuidadosamente.
    O time venceu, por isso está classificado.
    Aquela substância é toxica, logo deve ser manuseada cautelosamente.

    e) Explicativas

    Indicam uma justificativa ou uma explicação referente ao fato expresso na declaração anterior. As conjunções que merecem destaque são: que, porque e pois (obrigatoriamente anteposto ao verbo). Introduzem as orações coordenadas sindéticas explicativas.

    Exemplos:

    Vou embora, que cansei de esperá-lo.
    Vinícius devia estar cansado, porque estudou o dia inteiro.
    Cumprimente-o, pois hoje é o seu aniversário.

    Atenção:

    Cuidado para não confundir as orações coordenadas explicativas com  as subordinadas adverbiaiscausais. Observe a diferença entre elas:

    - Orações Coordenadas Explicativas: caracterizam-se por fornecer um motivo, explicando a oração anterior.

    Por Exemplo:

    A criança devia estar doente, porque chorava muito. (O choro da criança não poderia ser a causa de sua doença.)

    - Orações Subordinadas Adverbiais Causais: exprimem a causa do fato.

    Por Exemplo:

    Henrique está triste porque perdeu seu emprego. (A perda do emprego é a causa da tristeza de Henrique.)

    Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes, imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal.

     

     

    PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO

    Classificação das Orações Subordinadas

    As orações subordinadas dividem-se em três grupos, de acordo com a função sintática que desempenham e a classe de palavras a que equivalem. Podem ser substantivas, adjetivas ou adverbiais. Para notar as diferenças que existem entre esses três tipos de orações, tome como base a análise do período abaixo:

    Só depois disso percebi a profundidade das palavras dele.

    Nessa oração, o sujeito é “eu”, implícito na terminação verbal da palavra “percebi”. “A profundidade das palavras dele” é objeto direto da forma verbal “percebi”. O núcleo do objeto direto é profundidade.Subordinam-se ao núcleo desse objeto os adjuntos adnominais “a” e “das palavras dele “. No adjunto adnominal “das palavras dele”, o núcleo é o substantivo palavras”, ao qual se prendem os adjuntos adnominais “as” e “dele”. “Só depois disso” é adjunto adverbial de tempo.

       É possível transformar a expressão a profundidade das palavras dele”, objeto direto, em oração. Observe:

    Só depois disso percebi que as palavras dele eram profundas.

    Nesse período composto, o complemento da forma verbal “percebi” é a oração “que as palavras dele eram profundas”. Ocorre aqui um período composto por subordinação, em que uma oração desempenha a função de objeto direto do verbo da outra oração. O objeto direto é uma função substantiva da oração, ou seja, é função desempenhada por substantivos e palavras de valor substantivo. É por isso que a oração subordinada que desempenha esse papel é chamada de oração subordinada substantiva.

    Pode-se também modificar o período simples original transformando em oração o adjunto adnominal do núcleo do objeto direto, “profundidade”. Observe:

    Só depois disso percebi a “profundidade” que as palavras dele continham.

    Nesse período, o adjunto adnominal de “profundidade” passa a ser a oração “que as palavras dele continham”. O adjunto adnominal é uma função adjetiva da oração, ou seja, é função exercida por adjetivos, locuções adjetivas e outras palavras de valor adjetivo. É por isso que são chamadas de subordinadas adjetivasas orações que, nos períodos compostos por subordinação, atuam como adjuntos adnominais de termos das orações principais.

    Outra modificação que podemos fazer no período simples original é a transformação do adjunto adverbial de tempo em uma oração. Observe:

    Só quando caí em mim, percebi a profundidade das palavras dele.

    Nesse período composto, “Só quando caí em mim” é uma oração que atua como adjunto adverbial de tempo do verbo da outra oração. O adjunto adverbial é uma função adverbial da oração, ou seja, é função exercida por advérbios e locuções adverbiais. Portanto, são chamadas de subordinadas adverbiais as orações que, num período composto por subordinação, atuam como adjuntos adverbiais do verbo da oração principal.

    Forma das Orações Subordinadas

    Observe o exemplo abaixo de Vinícius de Moraes:

           “Eu sinto          que em meu gesto existe o teu gesto.”
    Oração Principal             Oração Subordinada

    Observe que na Oração Subordinada temos o verbo existe, que está conjugado na terceira pessoa do singular do presente do indicativo. As orações subordinadas que apresentam verbo em qualquer dos tempos finitos (tempos do modo do indicativo, subjuntivo e imperativo), são chamadas de orações desenvolvidas ouexplícitas.

    Podemos modificar o período acima. Veja:

           Eu sinto                existir em meu gesto o teu gesto.
    Oração  Principal              Oração Subordinada

    Observe que a análise das orações continua sendo a mesma: “Eu sinto” é a oração principal, cujo objeto direto é a oração subordinada  “existir em meu gesto o teu gesto”. Note que a oração subordinada apresenta agora verbo no infinitivo. Além disso, a conjunção que, conectivo que unia as duas orações, desapareceu. As orações subordinadas cujo verbo surge numa das formas nominais (infinitivo – flexionado ou não – , gerúndio ou particípio) chamamos orações reduzidas ou implícitas.

    Obs.:  as orações reduzidas não são introduzidas por conjunções nem pronomes relativos. Podem ser, eventualmente, introduzidas por preposição.

    ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

    A oração subordinada substantiva tem valor de substantivo e vem introduzida, geralmente, por conjunção integrante (que, se).

    Por Exemplo:

    Suponho que você foi à biblioteca hoje.
    Oração Subordinada Substantiva
    Você sabe se o presidente já chegou?
    Oração Subordinada Substantiva

    Os pronomes interrogativos (que, quem, qual) também introduzem as orações subordinadas substantivas, bem como os advérbios interrogativos (por que, quando, onde, como). Veja os exemplos:

    O garoto perguntou qual era o telefone da moça.
    Oração Subordinada Substantiva
    Não sabemos por que a vizinha se mudou.
    Oração Subordinada Substantiva

     

     

    Classificação das Orações Subordinadas Substantivas

    De acordo com a  função que exerce no período, a oração subordinada substantiva pode ser:

    a) Subjetiva

    É subjetiva quando  exerce a função sintática de sujeito do verbo da oração principal. Observe:

    É fundamental o seu comparecimento à reunião.
    Sujeito
    É fundamental que você compareça à reunião.
    Oração Principal Oração Subordinada Substantiva Subjetiva

    Atenção:

    Observe que a oração subordinada substantiva pode ser substituída pelo pronome isso. Assim, temos um período simples:

    É fundamental isso ou Isso é fundamental.

    Dessa forma, a oração correspondente a “isso” exercerá a função de sujeito.

    Veja algumas estruturas típicas que ocorrem na oração principal:

    1- Verbos de ligação + predicativo, em construções do tipo:

    É bom – É útil – É conveniente – É certo – Parece certo – É claro – Está evidente – Está comprovado

    Por Exemplo:

    É bom que você compareça à minha festa.

    2- Expressões na voz passiva, como:

    Sabe-se – Soube-se – Conta-se – Diz-se – Comenta-se – É sabido – Foi anunciado – Ficou provado

    Por Exemplo:

    Sabe-se que Aline não gosta de Pedro.

    3- Verbos como:

    convir – cumprir – constar – admirar – importar – ocorrer – acontecer

    Por Exemplo:

    Convém que não se atrase na entrevista.

    Obs.: quando a oração subordinada substantiva é subjetiva, o verbo da oração principal está sempre na 3ª. pessoa do singular.

    b) Objetiva Direta

    A oração subordinada substantiva objetiva direta exerce função de objeto direto do verbo da oração principal.

    Por Exemplo:

    Todos querem sua aprovação no vestibular.
    Objeto Direto

    Todos querem         que você seja aprovado. (Todos querem isso)
    Oração Principal     Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta 

    As orações subordinadas substantivas objetivas diretas desenvolvidas são iniciadas por:

    1- Conjunções integrantes “que” (às vezes elíptica) e “se”:

    Por Exemplo:

    A professora verificou se todos alunos estavam presentes.

    2-  Pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto (às vezes regidos de preposição), nas interrogações indiretas:

    Por Exemplo:

    O pessoal queria saber quem era o dono do carro importado.

    3- Advérbios como, quando, onde, por que, quão (às vezes regidos de preposição), nas interrogações indiretas:

    Por Exemplo:

    Eu não sei por que ela fez isso.

    Orações Especiais

    Com os verbos deixar, mandar, fazer (chamados auxiliares causativos) e ver, sentir, ouvir, perceber(chamados auxiliares sensitivos) ocorre um tipo interessante de oração subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo. Observe:

    Deixe-me repousar.

    Mandei-os sair.

    Ouvi-o gritar.

       Nesses casos, as orações destacadas são todas objetivas diretas reduzidas de infinitivo. E, o que é mais interessante, os pronomes oblíquos atuam todos como sujeitos dos infinitivos verbais. Essa é a única situação da língua portuguesa em que um pronome oblíquo pode atuar como sujeito. Para perceber melhor o que ocorre, convém transformar as orações reduzidas em orações desenvolvidas:

    Deixe que eu repouse.

    Mandei que eles saíssem.

    Ouvi que ele gritava.

       Nas orações desenvolvidas, os pronomes oblíquos foram substituídos pelas formas retas correspondentes. É fácil compreender agora que se trata, efetivamente, dos sujeitos das formas verbais das orações subordinadas.

     

     

    c) Objetiva Indireta

    A oração subordinada substantiva objetiva indireta atua como objeto indireto do verbo da oração principal. Vem precedida de preposição.

    Por Exemplo:

    Meu pai insiste em meu estudo.
                                   Objeto Indireto

    Meu pai insiste em que eu estude.  (Meu pai insiste nisso)
               Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta

    Obs.: em alguns casos, a preposição pode estar elíptica na oração.

    Por Exemplo:

    Marta não gosta (de) que a chamem de senhora.
                    Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta

    d) Completiva Nominal

    A oração subordinada substantiva completiva nominal completa um nome que pertence à  oração principal e também vem marcada por preposição.

    Por Exemplo:

    Sentimos orgulho de seu comportamento.
         Complemento Nominal 

    Sentimos orgulho de que você se comportou. (Sentimos orgulho disso.)
                         Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal

    Lembre-se:

       Observe que as orações  subordinadas substantivas objetivas indiretas integram o sentido de um verbo,enquanto que orações subordinadas substantivas completivas nominais integram o sentido de um nome.Para distinguir uma da outra, é necessário levar em conta o termo complementado. Essa é, aliás, a diferença entre o objeto indireto e o complemento nominal: o primeiro complementa um verbo, o segundo, um nome.

     

    e) Predicativa

       A oração subordinada substantiva predicativa exerce papel de predicativo do sujeito do verbo da oração principal e vem sempre depois do verbo ser.

    Por Exemplo:

    Nosso desejo era sua desistência.
                                Predicativo do Sujeito

    Nosso desejo era que ele desistisse. (Nosso desejo era isso.)
    Oração Subordinada Substantiva Predicativa                            

    Obs.: em certos casos, usa-se a preposição expletiva “de” para realce. Veja o exemplo:

    A impressão é de que não fui bem na prova.

    f) Apositiva

    A oração subordinada substantiva apositiva exerce função de aposto de algum termo da oração principal.

    Por Exemplo:

    Fernanda tinha um grande sonho: a chegada do dia de seu casamento.
    Aposto
    (Fernanda tinha um grande sonho: isso.)

    Fernanda tinha um grande sonho: que o dia do seu casamento chegasse.
                                    Oração Subordinada Substantiva Apositiva

    Saiba mais:

       Apesar de a NGB não fazer referência, podem ser incluídas como orações subordinadas substantivas aquelas que funcionam como agente da passiva iniciadas por “de” ou “por” , + pronome indefinido.  Veja os exemplos:

    O presente será dado por quem o comprou.

    O espetáculo  foi apreciado por quantos o assistiram .

     

     

     

    Meu povo,

     

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    Assim, seguem as teorias para ajudar nos seus estudos de hoje:

    ADVÉRBIO

    Compare estes exemplos:

    O ônibus chegou.

    O ônibus chegou ontem.

    A palavra ontem acrescentou ao verbo chegou uma circunstância de tempo: ontem é um advérbio.

    Marcos jogou bem.

    Marcos jogou muito bem.

    A palavra muito intensificou o sentido do advérbio bem: muito, aqui, é um advérbio.

    A criança é linda.

    A criança é muito linda.

    A palavra muito intensificou a qualidade contida no adjetivo linda: muito, nessa frase, é um advérbio.

    Advérbio é uma palavra invariável que modifica o sentido do verbo, do adjetivo e do próprio advérbio.

    Às vezes, um advérbio pode se referir a uma oração inteira; nessa situação, normalmente transmitem a avaliação de quem fala ou escreve sobre o conteúdo da oração.

    Por exemplo:

    As providências tomadas foram infrutíferas, lamentavelmente.

    Quando modifica um verbo, o advérbio pode acrescentar várias ideias, tais como:

    Tempo: Ela chegou tarde.

    Lugar: Ele mora aqui.

    Modo: Eles agiram mal.

    Negação: Ela não saiu de casa.

    Dúvida: Talvez ele volte.

    Observações:

    - Os advérbios que se relacionam ao verbo são palavras que expressam circunstâncias do processo verbal, podendo assim, ser classificados como determinantes.

    Por exemplo:

    Ninguém manda aqui!

    mandar: verbo

    aqui: advérbio de lugar = determinante do verbo

    - Quando modifica um adjetivo, o advérbio acrescenta a ideia de intensidade.

    Por exemplo:

    O filme era muito bom.

    - Na linguagem jornalística e publicitária atuais, têm sido frequentes os advérbios associados a substantivos:

    Por exemplo:

    ” Isso é simplesmente futebol” – disse o jogador.
    “Orgulhosamente Brasil” é o que diz a nova campanha publicitária ufanista.

    Classificação dos Advérbios

    De acordo com a circunstância que exprime, o advérbio pode ser de:

    Lugar: aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, além, , detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, , abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora, alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distância, à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, ao lado, em volta.

    Tempo: hoje, logo, primeiro, ontem, tarde, outrora, amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes, doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim, afinal, amiúde, breve, constantemente, entrementes, imediatamente, primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos, em breve, hoje em dia.

    Modo: bem, mal, assim, adrede, melhor, pior, depressa, acinte, debalde, devagar, às pressas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão e a maior parte dos que terminam em “-mente”: calmamente, tristemente, propositadamente, pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente, bondosamente, generosamente.

    Afirmação: sim, certamente, realmente, decerto, efetivamente, certo, decididamente, deveras, indubitavelmente.

    Negação: não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum.

    Dúvida: acaso, porventura, possivelmente, provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe.

    Intensidade: muito, demais, pouco, tão, em excesso, bastante, mais, menos, demasiado, quanto, quão, tanto, assaz, que (equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de muito, por completo, extremamente,intensamente, grandemente, bem (quando aplicado a propriedades graduáveis).

    Exclusão: apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente, simplesmente, só, unicamente.
    Por exemplo: Brando, o vento apenas move a copa das árvores.

    Inclusão: ainda, até, mesmo, inclusivamente, também.
    Por exemplo: O indivíduo também amadurece durante a adolescência.

    Ordem: depois, primeiramente, ultimamente.
    Por exemplo: Primeiramente, eu gostaria de agradecer aos meus amigos por comparecerem à festa.

    Saiba que:

    - Para se exprimir o limite de possibilidade, antepõe-se ao advérbio o mais ou o menos.

    Por exemplo:

    Ficarei o mais longe que puder daquele garoto. Voltarei o menos tarde possível.

    - Quando ocorrem dois ou mais advérbios em -mente, em geral sufixamos apenas o último:

    Por exemplo:

    O aluno respondeu calma e respeitosamente.

    Distinção entre Advérbio e Pronome Indefinido

    Há palavras como muito, bastante, etc. que podem aparecer como advérbio e como pronome indefinido.

    Advérbio: refere-se a um verbo, adjetivo, ou a outro advérbio e não sofre flexões.

    Por exemplo: Eu corri muito.

    Pronome Indefinido: relaciona-se a um substantivo e sofre flexões.

    Por exemplo: Eu corri muitos quilômetros.

     

    Advérbios Interrogativos

    São as palavras: onde? aonde? donde? quando? como? por que? nas interrogações diretas ou indiretas, referentes às circunstâncias de lugar, tempo, modo e causa.

    Veja:

    Interrogação Direta Interrogação Indireta
    Como aprendeu? Perguntei como aprendeu.
    Onde mora? Indaguei onde morava.
    Por que choras? Não sei por que choras.
    Aonde vai? Perguntei aonde ia.
    Donde vens? Pergunto donde vens.
    Quando voltas? Pergunto quando voltas.

    Locução Adverbial

    Quando há duas ou mais palavras que exercem função de advérbio, temos a locução adverbial, que pode expressar as mesmas noções dos advérbios. Iniciam ordinariamente por uma preposição. Veja:

    lugar: à esquerda, à direita, de longe, de perto, para dentro, por aqui, etc.

    afirmação: por certo, sem dúvida, etc.

    modo: às pressas, passo a passo, de cor, em vão, em geral, frente a frente, etc.

    tempo: de noite, de dia, de vez em quando, à tarde, hoje em dia, nunca mais, etc.

    Obs.: tanto a locução adverbial como o advérbio modificam o verbo, o adjetivo e outro advérbio. Observe os exemplos:

    Chegou muito cedo. (advérbio)
    Joana é muito bela. (adjetivo)
    De repente correram para a rua. (verbo)

    Relação de Algumas Locuções Adverbiais

    às vezes às claras às cegas
    à esquerda à direita à distância
    ao lado ao fundo ao longo
    a cavalo a pé às pressas
    ao vivo a esmo à toa
    de repente de súbito de vez em quando
    por fora por dentro por perto
    por trás por ali por ora
    com certeza sem dúvida de propósito
    lado a lado passo a passo o mais das vezes

    Atenção: não confunda locução adverbial com a locução prepositiva. Nesta última, a preposição vem sempredepois do advérbio ou da locução adverbial.

    Por exemplo:

    perto de, antes de, dentro de, etc.

    Palavras e Locuções Denotativas

    São palavras que, embora, em alguns aspectos (ser invariável, por exemplo), assemelhem-se a advérbios, não possuem, segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira, classificação especial. Do ponto de vista sintático, são expletivas, isto é, não assumem nenhuma função; do ponto de vista morfológico, são invariáveis (muitas delas vindas de outras classes gramaticais); do ponto de vista semântico, são inegavelmente importantes no contexto em que se encontram (daí seu nome). Classificam-se em função da ideia que expressam:

    Adição: ainda, além disso, etc.

    Por exemplo:

    Comeu tudo e ainda repetiu.

    Afastamento: embora

    Por exemplo:

    Foi embora daqui.

    Afetividade: ainda bem, felizmente, infelizmente

    Por exemplo:

    Ainda bem que passei de ano

    Aproximação: quase, lá por, bem, uns, cerca de, por volta de, etc.

    Por exemplo:

    Ela quase revelou o segredo.

    Designação: eis

    Por exemplo:

    Eis

      nosso carro novo.

    Exclusão: apesar, somente, só, salvo, unicamente, exclusive, exceto, senão, sequer, apenas, etc.

    Por exemplo:

    Não me descontou sequer um real.

    Explicação: isto é, por exemplo, a saber, etc.

    Por exemplo:

    Li vários livros, a saber, os clássicos.

    Inclusão: até, ainda, além disso, também, inclusive, etc.

    Por exemplo:

    Eu também vou viajar.

    Limitação: só, somente, unicamente, apenas, etc.

    Por exemplo:

    ele veio à festa.

    Realce: é que, cá, lá, não, mas, é porque, etc.

    Por exemplo:

    E vocêsabe essa questão?
    O que não diria essa senhora se soubesse que já fui famoso.

    Retificação: aliás, isto é, ou melhor, ou antes, etc.

    Por exemplo:

    Somos três, ou melhor, quatro.

    Situação: então, mas, se, agora, afinal, etc.

    Por exemplo:

    Mas quem foi que fez isso?

    As palavras denotativas frequentemente ocorrem em frases e textos diretamente envolvidos com as estratégias argumentativas. Por esta razão, fique atento para o papel de palavras como até, aliás,também, etc. e para os efeitos de sentido que produzem nas situações efetivas de interlocução. Podem se difíceis de classificar, mas isso não impede que sejam importantes e necessárias.

     

    PREPOSIÇÃO

    Preposição é a palavra que estabelece uma relação entre dois ou mais termos da oração. Essa relação é do tipo subordinativa, ou seja, entre os elementos ligados pela preposição não há sentido dissociado, separado, individualizado; ao contrário, o sentido da expressão é dependente da união de todos os elementos que a preposição vincula.

    Exemplos:

    1. Os amigos de João estranharam o seu modo de vestir.

      amigos de João / modo de vestir: elementos ligados por preposição

      de: preposição

    2. Ela esperou com entusiasmo aquele breve passeio.

      esperou com entusiasmo: elementos ligados por preposição

      com: preposição

    Esse tipo de relação é considerada uma conexão, em que os conectivos cumprem a função de ligar elementos. A preposição é um desses conectivos e se presta a ligar palavras entre si num processo de subordinação denominado regência.

    Diz-se regência devido ao fato de que, na relação estabelecida pelas preposições, o primeiro elemento – chamado antecedente – é o termo que rege, que impõe um regime; o segundo elemento, por sua vez – chamado consequente – é o termo regido, aquele que cumpre o regime estabelecido pelo antecedente.

    Exemplos:

    1. A hora das refeições é sagrada.

    hora das refeições: elementos ligados por preposição

    de + as = das: preposição

    hora: termo antecedente = rege a construção “das refeições”

    refeições: termo consequente = é regido pela construção “hora da”

    1. Alguém passou por aqui.

    passou por aqui: elementos ligados por preposição

    por: preposição

    passou: termo antecedente = rege a construção “por aqui”

    aqui: termo consequente = é regido pela construção “passou por”

    As preposições são palavras invariáveis, pois não sofrem flexão de gênero, número ou variação em grau como os nomes, nem de pessoa, número, tempo, modo, aspecto e voz como os verbos. No entanto, em diversas situações as preposições se combinam a outras palavras da língua (fenômeno da contração) e, assim, estabelecem uma relação de concordância em gênero e número com essas palavras às quais se ligam. Mesmo assim, não se trata de uma variação própria da preposição, mas sim da palavra com a qual ela se funde.

    Por exemplo:

    de + o = do
    por + a = pela
    em + um = num

    As preposições podem introduzir:

    a) Complementos Verbais

    Por exemplo:

    Eu obedeço “aos meus pais”.

    b) Complementos Nominais

    Por exemplo:

    Continuo obediente “aos meus pais”.

    c) Locuções Adjetivas

    Por exemplo:

    É uma pessoa “de valor”.

    d) Locuções Adverbiais

    Por exemplo:

    Tive de agir “com cautela”.

    e) Orações Reduzidas

    Por exemplo:

    Ao chegar”, comentou sobre o fato ocorrido.

    Classificação das Preposições

    As palavras da Língua Portuguesa que atuam exclusivamente como preposição são chamadas preposições essenciais. São elas:

      a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás

    Observações:

    1) A preposição após, acidentalmente, pode ser advérbio, com a significação de atrás, depois.

    Por exemplo:

    Os noivos passaram, e os convidados os seguiram logo após.

    2) Dês é o mesmo que desde e ocorre com pouca frequência em autores modernos.

    Por exemplo:

    Dês que começaste a me visitar, sinto-me melhor.

    3) Trás, modernamente, só se usa em locuções adverbiais e prepositivas: por trás, para trás, para trás de.Como preposição simples, aparece, por exemplo, no antigo ditado:

    Trás mim virá quem bom me fará.

    4) Para, na fala popular, apresenta a forma sincopada pra.

    Por exemplo:

    Bianca, alcance aqueles livros pra mim.

    5) Até pode ser palavra denotativa de inclusão.

    Por exemplo:

    Os ladrões roubaram-lhe até a roupa do corpo.

    Há palavras de outras classes gramaticais que, em determinadas situações, podem atuar como preposições. São, por isso, chamadas preposições acidentais:

    como (= na qualidade de), conforme (= de acordo com), segundo (= conforme), consoante (= conforme),durante, salvo, fora, mediante, tirante, exceto, senão, visto (=por).

    Saiba que:

    As preposições essenciais regem sempre a forma oblíqua tônica dos pronomes pessoais:

    Por exemplo:

    Não vá sem mim à escola.

    As preposições acidentais, por sua vez, regem a forma reta desses mesmos pronomes:

    Por exemplo:

    Todos, exceto eu, preferem sorvete de chocolate.

    Locução Prepositiva

    É o conjunto de duas ou mais palavras que têm o valor de uma preposição. A última palavra dessas locuções é sempre uma preposição.

    Principais locuções prepositivas:

    abaixo de acima de acerca de
    a fim de além de a par de
    apesar de antes de depois de
    ao invés de diante de em fase de
    em vez de graças a junto a
    junto com junto de à custa de
    defronte de através de em via de
    de encontro a em frente de em frente a
    sob pena de a respeito de ao encontro de


    Combinação e Contração da Preposição

    Quando as preposições a, de, em e per unem-se a certas palavras, formando um só vocábulo, essa união pode ser por:

    Combinação: ocorre quando a preposição, ao unir-se a outra palavra, mantém todos os seus fonemas.

    Por exemplo: preposição a + artigo masculino o = ao
    preposição a + artigo masculino os = aos

    Contração: ocorre quando a preposição sofre modificações na sua estrutura fonológica ao unir-se a outra palavra. As preposições de e em, por exemplo, formam contrações com os artigos e com diversos pronomes. Veja:

    do dos da das
    num nuns numa numas
    disto disso daquilo  
    naquele naqueles naquela naquelas

    Observe outros exemplos:

    em + a = na
    em + aquilo = naquilo

    de + aquela = daquela
    de + onde = donde

    Obs.: as formas pelo, pela, pelos, pelas resultam da contração da antiga preposição per com os artigos definidos.

    Por exemplo:

    per + o = pelo

    Encontros Especiais

    A contração da preposição a com os artigos ou pronomes demonstrativos a, as ou com o ainicial dos pronomes aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo resulta numa fusão de vogais a que se chama de crase – que deve ser assinalada na escrita pelo uso do acento grave.

    Por exemplo:

    a + a = à

    Exemplos:

    às - àquela - àquelas – àquele – àqueles - àquilo

    Principais Relações estabelecidas pelas Preposições

    • Autoria – Esta música é de Roberto Carlos.

    • Lugar - Estou em casa.

    • Tempo -Eu viajei durante as férias.

    • Modo ou conformidade – Vamos escolher por sorteio.

    • Causa – Estou tremendo de frio

    • Assunto – Não gosto de falar sobre política.

    • Fim ou finalidade - Eu vim para ficar

    • Instrumento - Paulo feriu- se com a faca.

    • Companhia – Hoje vou sair com meus amigos.

    • Meio - Voltarei a andar a cavalo.

    • Matéria – Devolva-me meu anel de prata.

    • Posse – Este é o carro de João.

    • Oposição – O Flamengo jogou contra Fluminense.

    • Conteúdo – Tomei um copo de (com) vinho.

    • Preço - Vendemos o filhote de nosso cachorro a (por) R$ 300,00.

    • Origem – Você descende de família humilde.

    • Especialidade – João formou-se em Medicina.

    • Destino ou direção – Olhe para frente!

    Distinção entre Preposição, Pronome Pessoal Oblíquo e Artigo

    Preposição: ao ligar dois termos, estabelecendo entre eles relação de dependência, o apermanece invariável, exercendo função de preposição.

    Por exemplo:

    Fui a Brasília.

    Pronome Pessoal Oblíquo: ao substituir um substantivo na frase.

    Por exemplo:

    Eu levei Júlia a Brasília.
    Eu a levei a Brasília.

    Artigo: ao anteceder um substantivo, determinando-o.

    Por exemplo:

    A professora foi a Brasília.

    Preposições, leitura e produção de textos

    A referência constante às preposições quando se estuda a Língua Portuguesa demonstra a importância que elas possuem na construção de frases e textos eficientes. As relações que as preposições estabelecem entre as partes do discurso são tão diversificadas quanto imprescindíveis; seja em textos narrativos, descritivos ou dissertativos, noções como tempo, lugar, causa, assunto, finalidade e outras costumam participar da construção da coerência textual e da obtenção dos efeitos de sentido discursivos.

     

     

     

    INTERJEIÇÃO

    Interjeição é a palavra invariável que exprime emoções, sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem que, para isso, seja necessário fazer uso de estruturas linguísticas mais elaboradas. Observe o exemplo:

    Droga! Preste atenção quando eu estou falando!

    No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Toda sua raiva se traduz numa palavra: Droga!

    Ele poderia ter dito: – Estou com muita raiva de você! Mas usou simplesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga!

    As sentenças da língua costumam se organizar de forma lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e os distribui em posições adequadas a cada um deles. As interjeições, por outro lado, são uma espécie de “palavra-frase“, ou seja, há uma ideia expressa por uma palavra (ou um conjunto de palavras – locução interjetiva) que poderia ser colocada em termos de uma sentença. Veja os exemplos:

    1. Bravo! Bis!

      bravo e bis: interjeição

      sentença (sugestão): “Foi muito bom! Repitam!”

    2. Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé…

      ai: interjeição

      sentença (sugestão): “Isso está doendo!” ou “Estou com dor!”

    A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em que não há uma ideia organizada de maneira lógica, como são as sentenças da língua, mas sim a manifestação de um suspiro, um estado da alma decorrente de uma situação particular, um momento ou um contexto específico.

    Exemplos:

    1. Ah, como eu queria voltar a ser criança!

      ah: expressão de um estado emotivo = interjeição

    2. Hum! Esse pudim estava maravilhoso!

      hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição

    O significado das interjeições está vinculado à maneira como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que dita o sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto de enunciação.

    Exemplos:

    1. Psiu!

      contexto: alguém pronunciando essa expressão na rua

      significado da interjeição (sugestão): “Estou te chamando! Ei, espere!”

    2. Psiu!

      contexto: alguém pronunciando essa expressão em um hospital

      significado da interjeição (sugestão): “Por favor, faça silêncio!”

    3. Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!

      puxa: interjeição

      tom da fala: euforia

    4. Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!

      puxa: interjeição

      tom da fala: decepção

    As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:

    a) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo alegria, tristeza, dor, etc.

    Por exemplo:

    - Você faz o que no Brasil?
    -Eu? Eu negocio com madeiras.
    -Ah, deve ser muito interessante.

    b) Sintetizar uma frase apelativa

    Por exemplo:

    Cuidado! Saia da minha frente.

    As interjeições podem ser formadas por:

    a) simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô

    b) palavras: Oba!, Olá!, Claro!

    c) grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!, Ora bolas!

    A ideia expressa pela interjeição depende muitas vezes da entonação com que é pronunciada; por isso, pode ocorrer que uma interjeição tenha mais de um sentido.

    Por exemplo:

    Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contrariedade)
    Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria)

    Classificação das Interjeições

    Comumente, as interjeições expressam sentido de:

    Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!, Atenção!, Olha!, Alerta!

    Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!

    Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!

    Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!

    Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!, Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca!

    Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, Boa!

    Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã!

    Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, Safa!, Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora!

    Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá!

    Desculpa: Perdão!

    Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!, Oh!, Eh!

    Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, Epa!, Ora!

    Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!, Quê!, Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?, Cruz!, Putz!

    Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!, Raios!, Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora!

    Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade!

    Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!, Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-me, Deus!

    Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio!

    Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!

    Saiba que:

       As interjeições são palavras invariáveis, isto é, não sofrem variação em gênero, número e grau como os nomes, nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz como os verbos. No entanto, em uso específico, algumas interjeições sofrem variação em grau. Deve-se ter claro, neste caso, que não se trata de um processo natural dessa classe de palavra, mas tão só uma variação que a linguagem afetiva permite. Exemplos: oizinho, bravíssimo, até loguinho.

     

    Locução Interjetiva

    Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma expressão com sentido de interjeição.

    Por exemplo :

    Ora bolas!     Quem me dera!       Virgem Maria!     Meu Deus!       Ó de casa!
    Ai de mim!     Valha-me Deus!     Graças a Deus!       Alto lá!          Muito bem!

    Observações:

    1) As interjeições são como frases resumidas, sintéticas.

    Por exemplo:

    ! = Eu não esperava por essa!
    Perdão! = Peço-lhe que me desculpe.

    2) Além do contexto, o que caracteriza a interejeição é o seu tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes gramaticais podem aparecer como interjeições.

    Por exemplo:

    Viva! Basta! (Verbos)
    Fora! Francamente! (Advérbios)

    3) A interjeição pode ser considerada uma “palavra-frase” porque sozinha pode constituir uma mensagem.

    Por exemplo:

    Socorro!
    Ajudem-me!
    Silêncio!
    Fique quieto!

    4) Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitativas, que exprimem ruídos e vozes.

    Por exemplo:

    Pum! Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof!
    Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc.

    5) Não se deve confundir a interjeição de apelo ócom a sua homônima oh!“, que exprime admiração, alegria, tristeza, etc. Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo e não a fazemos depois do “ó” vocativo.

    Por exemplo:

    Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!” (Olavo Bilac)
    Oh! a jornada negra!” (Olavo Bilac)

    6) Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas de palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas no diminutivo ou no superlativo.

    Por exemplo:

    Calminha! Adeusinho! Obrigadinho!

    Interjeições, leitura e produção de textos

    Usadas com muita frequência na língua falada informal, quando empregadas na língua escrita, as interjeições costumam conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquialidade. Além disso, elas podem muitas vezes indicar traços pessoais do falante – como a escassez de vocabulário, o temperamento agressivo ou dócil, até mesmo a origem geográfica. É nos textos narrativos – particularmente nos diálogos – que comumente se faz uso das interjeições com o objetivo de caracterizar personagens e, também, graças à sua natureza sintética, agilizar as falas. Natureza sintética e conteúdo mais emocional do que racional fazem das interjeições presença constante nos textos publicitários.

    2o ANO – VÍDEOS PARA SIMULADO 26/8

    Publicado: 21 de agosto de 2014 em OBJETIVO - 2º ANO

    REVISÃO SOBRE: FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO

     

     

    REVISÃO SOBRE CONJUNÇÕES COORDENATIVAS

     

     

    REVISÃO SOBRE ORAÇÕES COORDENADAS

     

     

    REVISÃO DE PONTUAÇÃO NAS ORAÇÕES COORDENADAS

     

     

     

     

    REVISÃO SOBRE CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS

     

     

    REVISÃO SOBRE ORAÇÕES SUBORDINADAS

     

     

    REVISÃO SOBRE ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

     

    1º ano – Vídeos para simulado 26/8

    Publicado: 21 de agosto de 2014 em OBJETIVO - 1º ANO

    VAMOS ÀS LETRINHAS E AOS BLOQUINHOS, MEUS ALUNINHOS (BANDO DE SEM VERGONHA) E MINHAS ALUNINHAS (GUARDEM OS CELULARES AGORA SRSRSR)… (COMIDINHAS DE AULA TAMBÉM…) – PS: ADORO QUEM FALA, USANDO MUITO DIMINUTIVO SRSRSRSRSR

    ADVÉRBIOS:

     

     

    PREPOSIÇÃO:

     

     

    INTERJEIÇÃO

     

     

     

    Meu povo,

    Aqui está um arquivo base com a formatação ABNT… Para entregar os trabalhos sobre o livro e o TCS, modifiquem o que for necessário, mas mantenham esta formatação padrão.

    Modelo ABNT

    A data de apresentação do TC deve ser dia 13 de junho, evento destinado à Copa do Mundo.

    A data de apresentação dos trabalhos dos livros, 1º e 2º anos, será sexta-feira, dia 06 de junho e não há como adiar. Se o grupo não comparecer, se esquecer ou se houver qualquer imprevisto, não terá nota… Após esta aula, não há mais aulas na quinta-feira e sexta-feira, pois haverá o início da Copa, o evento no colégio, feriado de Corpus Cristi e as provas PE que fecham o bimestre…

     

    =/

     

    Snif… Vou ficar com saudade das almas penadas e abençoadas srsrsrrssr…

    Kiss and don´t call me at all!

     

    =D

    lol

     

    Ótimo trabalho a todos.

    2º ANO – MAPA DA PE

    Publicado: 31 de março de 2014 em OBJETIVO - 2º ANO

    PE - GRAMÁTICA 2º ANO

     

    Pessoal, baixe como IMAGEM e, por favor, deem um ZOOM!!!!

    1º ANO – MAPA DA PE

    Publicado: 31 de março de 2014 em OBJETIVO - 1º ANO

    PE - GRAMÁTICA 1º ANO

     

    Pessoal, baixem como IMAGEM e, por favor, deem um ZOOM!!!!!!